As autoridades regionais e o sector das pescas acordaram uma rota conjunta para reforçar a produção e exportação de caranguejo azul no estado de Zulia, com foco na proteção de toda a cadeia e na garantia da continuidade da colheita.
O encontro, liderado pelo governador Luis Caldera e pelo ministro Juan Carlos Loyo, reuniu representantes de pescadores e porta-vozes 22 plantas de processamento, que revisou protocolos e coordenou medidas para o início da temporada na área do Lago Maracaibo.
Aliança para proteger a cadeia de caranguejos azuis
Os setores público e privado concordaram com uma frente comum com o objetivo de salvaguardar a atividade, manter a transparência e garantir a sustentabilidade de um setor fundamental para a economia regional e nacional.
Segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura, a orientação é manter a atividade sem interrupções e com todas as salvaguardas operacionais, tendo em conta todas as precauções necessário para que a temporada progrida normalmente.
Dimensão setorial e âmbito territorial
A espécie, intimamente ligada às águas do Lago Maracaibo, envolve cerca de 100 espécies em Zulia. 15.000 pescadores, apoiada por uma frota de 4.000 barcos e um parque industrial de 22 andares, focado principalmente em exportações.
A colheita e o processamento do caranguejo azul estendem-se por toda a 12 municípios de Zulia, além de áreas específicas dos estados de Mérida e Trujillo, formando uma rede produtiva que cobre boa parte do oeste da Venezuela.
Protocolos de segurança e controle de qualidade
Durante a reunião, foi realizada uma revisão detalhada do protocolo de exportação, com especial atenção às medidas de segurança, medidas de rastreabilidade e proteção do produto para atender aos padrões do mercado internacional.
As ações incluem verificação de processos, auditorias internas e coordenação com órgãos competentes, para que a a temporada é um sucesso em termos de qualidade, conformidade regulatória e desempenho logístico.
Vozes do setor de processamento
Francisco Martínez, presidente da Caiproca e da processadora San Ignacio, valorizou a articulação entre instituições e empresas, destacando a compromisso empresarial com a proteção da atividade e coordenação com as forças de segurança.
Por sua vez, Mario Albornoz, da processadora Vikingo, definiu o início da colheita como um momento “atípico” e pediu suporte operacional para proteger a produção, garantindo condições adequadas para pescadores, fornecedores e usinas.
Horizonte de colheita e prioridades imediatas
O roteiro acordado visa garantir que a atividade não para, mantendo a integridade do produto e preservando a confiança dos clientes internacionais, fortalecendo cada elo da cadeia de produção.
Com esta coordenação público-privada, a Zulia pretende consolidar a sua posição no mercado externo de siri-azul, contando com controles mais rígidos, maior coordenação com o setor pesqueiro e monitoramento contínuo da cadeia do caranguejo azul para manter o volume, a qualidade e a sustentabilidade.